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15 de fevereiro de 2011

Swear

E eu me reergo, e junto do chão cada pedaço daquilo que eu era, mas que fora impossibilitado de voltar a ser.
E, de repente, não importa nada: quantos dias se passem, quantos quilos se perca, quantos convites apareçam, quantas doses se beba. Você habita tudo. Ainda que sem licença pra isso.

Mesmo que em uma hora aleatória, eu tenha resolvido ir e continuar seguindo com cara de falsa satisfação, fingindo bem que eu não preciso de você. Isso, por algum motivo, lhe trouxe de volta.
Que ironia! Quando, apesar de não ser a minha real vontade, o que eu mais precisava era lhe ver correndo em direção oposta, para de alguma forma, eu ter a certeza de que você fora só mais um desvio da minha linha que, um dia, fora reta. Mas você prefere ficar aqui. Por amor ou por gosto sádico de me ver estagnada.
(ainda acredito na primeira opção, talvez idiotamente)

É sempre assim..
Quando eu me convenço de que minha vida está se refazendo, independente de "nós", você reaparece me mostrando que eu prometi que eu seria pra sempre sua. E eu tenho sido sua. Tão sua. Que, as vezes, até esqueço de me pertencer um pouco.
Maldita mania de cumprir minha palavra.

1 de janeiro de 2011

Nádia in Wonderland

Acordei com a bizarra sensação de que tudo que aconteceu foi um sonho. Desses que você acorda frustrada e tenta voltar inutilmente pra ele. Sem sucesso.
Nem Alice viveu metade das loucuras dos meus últimos dois meses, mas de alguma forma eu tinha a impressão de que tudo sempre valia a pena, porque o meu analgésico sempre vinha à noite. Mas agora, o que vai compensar meus dias ruins?
Será que dá pra reaprender a andar sozinha e a me bastar, como eu sempre fiz?

Brincar de casinha nessa última semana não facilitou as coisas em nada. Não quando a gente sabia tão bem que tudo isso terminaria logo e que, um dia, eu ter sido sua rotina deixaria um buraco na minha vida que só você compensa.
E em um pouco mais de 24 horas, eu já estou cansada de chorar em sapos, camisas de capuz, sopões, miojos, portões, quartos, banheiros, máquinas e tudo mais que te traga pra mim de alguma maneira, agradecendo a minha obstrução nasal que me impede de sentir teu cheiro em todas as minhas coisas e pedindo involuntariamente para que você apareça num passe de mágica na porta de casa me pedindo pra voltar.

Ao mesmo tempo que espero as suas ligações, sei o prejuízo que elas me trazem. Banhos de soda cáustica doeriam menos. E eu já desisti de tentar não sofrer sem nem ter tentado.

6 de dezembro de 2010

Inintitulável.

É como se eu já tivesse a certeza que, a partir da hora em que eu entrar naquele maldito avião, vou sentir a tua falta a todo segundo em qualquer besteira que eu faça. Que eu vou desejar a tua presença como um ultimo desejo e não tê-la vai doer de um jeito inimaginável. Que a tua ausência fará mais do que silêncio. Fará frio e escuro em todo lugar. Que vou sentir saudade do teu abraço de um jeito insuprível. Que vou usar sua camisa enquanto ela trouxer teu cheiro e lembranças de conchinha. Que vou te imaginar me beijando e rindo toda vez em que eu discutir algo sério com o papai ao telefone. Que vou estranhar meu corpo sem marcas de mordida. Que vou chorar quando lembrar de algo que me fez rir do teu lado. Que vou lamentar por todas as vezes em que eu quis te dizer tanta coisa, mas não consegui. Que todo pão me lembrará de um tal comedor de comedoras de pão. Que toda música de amor me lembrará o nosso. Que ainda vou te esperar todas as noites e talvez pegue 7 reais e tente ir de taxi pra Silvério Sirotheau.
Porque sei que vou levar tanto de ti que isso me fará te encontrar diariamente em todas as pequenas coisas que um dia nos tornaram perfeitos.

E sei que, mesmo desejando que todos os dias do ano sejam 23 de outubro, enquanto estiveres longe, todos amanhecerão 31 de dezembro.

14 de outubro de 2010

Tudo me divide.

Às vezes, eu me afasto.
Talvez por preguiça de superar a frieza que me acompanhou a vida toda, talvez por medo de que, um dia, eu venha a dizer que eu dei tudo de mim, mas que não valeu a pena.
(bati na madeira três vezes)


Ou pode ser o medo de que o nosso amor não resista aos defeitos que se vêem de perto, admitindo a possibilidade de que o amor tenha se acostumado à comodidade e à proteção que a distância dá. Medo de que eu tenha eu sonhado tanto, que tenha impossibilitado nosso encontro de atender às expectativas na medida do real.

Acho que ainda não sei lidar com o fato de que sábado que vem eu não vou dormir só, que eu não vou olhar para o celular esperando que toque "na janela lateral" e que não vou ter que pensar em você, com saudade, tentando imaginar o quer que você esteja fazendo sem mim.


Acredite, meu maior segredo é não ter mais mistérios que não tenha sido revelado por você.
E o meu segredo mais óbvio é que eu te amo de um jeito e proporção que ainda é um segredo pra mim. Mas você sabe.

21 de setembro de 2010

Amor não é pra todo mundo,

Eu confesso, eu pensei em te deixar. Pensei em desistir. Pensei em jogar todo o amor pro ar, torcendo para que uma forte corrente de vento te levasse pra bem longe e devolvesse a minha paz. Aquela paz que, um dia, veio de ti, mas que agora tenho sentido falta.

Deve ser meu destino irônico. Eu que sempre fui tão pé no chão, ter que me jogar no escuro. Eu que sempre fui desconfiada, ter que confiar cegamente. Eu sempre busquei segurança, e agora, ter que me sentir insegura 24h do dia, todos os dias.





Fraqueza, orgulho ferido? Eu ainda não conheço o nome disso, mas dói. Muito.
E me faz pensar um milhão de vezes em quanto eu te amo mais do que eu. E se tudo isso vale a pena. Tem que valer. Deve ter alguma recompensa muito boa, como o baú de ouro no fim do arco-íris, que compense tudo. Tudo o que eu e meu travesseiro sabemos.

Desculpa, não é que meu amor seja pequeno (e você nem imagina o quanto é imenso). Meu orgulho é grande, minha insegurança é grande e quantidade de pessoas capazes de me encher de dúvidas são exorbitantes. Chego a me sentir mal por você confiar tanto em mim e eu não ser capaz de fazer isso plenamente por ti.

Se eu não te amasse, acredite! Eu não estaria cheia de dúvidas, não sofreria com isso. E nem sequer estaria postando sobre ti.
Falaria de festas, do meu ego, da previsão do tempo ou de sapatos, que, diferente de tudo isso que eu to passando, eu sei exatamente onde eles me machucam.

Não quero desistir.
Ainda acredito em nós e que podemos ser feliz em qualquer lugar.




O AMOR é pra mim... ♥

4 de setembro de 2010

Pratododia

Como não lembrar da sua voz no telefone dizendo que me ama e isso tudo é pra sempre? Como não definhar a cada dia em que não vejo essa sua cara feia na web ou não recebo mera notícia se estas bem ou se o que a gente construiu permanece intacto? Como respirar em cada momento em que vejo nosso tempo de distância se prolongando e pouco posso fazer pra reverter isso?

Me diga o que fazer quando sua falta ocupa minha mente, preenche meus dias e me esvazia aos poucos, quando seu nome se torna constante naquilo que falo e você se torna presente em todos os planos.

E isso é por cada besteira, cada semelhança, cada defeito, cada 'remelhidão', cada amor-tenso e cada alegria que me proporcionas.

Entraste na minha vida, sem pedir licença ou avisar com antecedência, e hoje eu vejo que dependo tanto de ti. Porque diabos que vives tão longe e me fazes tão bem? Devia ser proibido! Amores assim deviam morar do lado, como dizem que o pecado mora.

O dia do prato vai chegar.. E eu vou esquecer quando tudo foi diferente.

Meu Besta, meu peixinho, meu feio, meu baixinho, meu gordo, meu namorado, meu tudo. Minha vida *o*

EU TE AMO.
nem mais, nem menos. Mas com tudo que eu posso.

14 de agosto de 2010

Petit Gateau.

Borboletas no estômago existem! E elas estão frenéticas.
Não pararam de voar desarmoniosamente dentro de mim desde que entraste na minha vida por aquela janelinha do messenger.
E eu sei que não é empolgação de momento, nem desdém por me chamares de besta pra baixo, como eu te disse: "se não for amor, ainda não inventaram um nome pra isso"
Até escutar teu nome me alegra gratuitamente e ver a janelinha no msn subindo contigo lá "><", todo besta, coloca um sorriso mais besta ainda nessa minha cara feia e gorda.
E a cara mais linda que fazes quando me olha, enfraquece esse meu coração que doutrinei por toda a vida a ser tao duro.

Eu tentei. Tentei de todas as formas ser fria, como sempre fui, ms você foi tão quente, como nunca foram, que derreti.
Contigo eu acredito em tudo: amor sem aparências, em um futuro bom, apesar do mundo tá desmoronando a minha volta, e que a gente pode ser feliz em qualquer lugar, seja num buraco ou no infinito da bestadisse.

Te amo inacreditavelmente.
E com você sou mais feliz. <3

10 de julho de 2010

Smell like teen spirit.

Ainda tenho o seu cheiro. Ainda que eu tenha tomado banho a fim de me livrar dele, eu ainda o tenho.



Esse cheiro de banho e colônia de bebê que você usa, conscientemene, para despertar em mim insitintos maternais que estiveram sempre ocultos, até você aparecer. Esse cheiro de promessas nas quais eu quero acreditar e de falhas que eu não quero recordar, cheiro de um amor de verão que eu quero que suba a serra. Cheiro de revelações da sua vida e do silêncio da minha que sei lhe frustrar.
Cheiro de medo de envolvimento já se envolvendo demais, cheiro de dias que ainda virão, mas que eu já espero.

Nada me pertuba. Nem as esperanças, nem os medos, nem as promessas veladas, tampoucos as consequencias. Só esse cheiro que co-habita todas as suas coisas e que agora, impregnado em mim, me faz crer que já sou uma delas.

25 de junho de 2010

"Nada é concidência,

Tudo tá escrito".


Você acredita em coincidências?
Acha que certas coisas que acontecem, se devem ao acaso?
Já questionou situações e depois percebeu que as coisas tinham que ter acontecidos da forma que ocorreram, no dia que ocorreram, com os mesmos efeitos e que se tivesse mudado uma vírgula da história, hoje tudo seria diferente?
Eu vejo tantas coisas idiotas que me levaram tão longe, momentos de tédio, coisas que eu adiei, tristezas que passei e até pessoas irrelevantes me levaram a coisas boas ou a pessoas relevantes.

Nada pode ser coincidencia.
Já tá tudo predestinado e gente tá aqui só vivendo uma história cujo fim já tá escrito.

Espero que meu final seja feliz.

10 de março de 2010

O tipo certo de cara errado (?)

Eu poderia dizer que eu to apaixonada. Mas se eu admitisse eu teria que conviver com isso..
E eu? apaixonada? de novo? NÃÃÃÃO..

Deve ser essa minha pretensão de mudar o mundo e as pessoas. Logo quando vejo alguém obviamente errado, quero transformar em certo, o que, mais obvio ainda, nunca funciona.
Porque por mais que meus pés vivam bem presos no chão, eu quero acreditar que um principe vai aparecer na minha porta com um sapato 39/40 na mão? Eu quero acreditar nisso mesmo? o.o

Porque é incrivel o quanto defeitos me atraem? Idiotisse é afrodisiaco?

Essa atração (não é amor!não é amor! não é amor! não é amor!) é por alguém mais baixo que eu, que bebe um dia sim e o outro também, é galinha e tentou (sem sucesso), de todas as formas, me levar pra cama (castidade é a ultima tendencia).

Mas é dificil só pensar em defeitos quando também existem virtudes.
É dificil não pensar nos beijos longos, nas mãos dadas, em tomar café com ele, em jogar fora tudo o que pensavam da gente (e em como a gente ria de tudo isso), na sinceridade. Não dá pra não pensar no fato dos silencios nunca serem constrangedores e que todas as demais coisas vergonhosas deixavam de ser. E nas falas que pareciam ensaiadas de um filme antigo e da fuga de moto sem capacete. Penso também nas crises de riso e quando ele suspirava e lamentava tá se apaixonando (quaaase acreditei).

Amor de praia não sobe serra?


Será que ele vai ser meu Mr. Big que eu vou ver um vez no ano e os 364 dias que restam se passarão sem ligações, sem promessas (sem amor?)enquanto a gente se distrai com outros errados? ou será que ele vai viver assim e eu vou passar o ano esperando pelo mísero tal dia? é, eu acho que não.

Morrer de amor e contos de fadas nunca fizeram o meu gênero.

24 de fevereiro de 2010

RESTART

Pela primeira vez na vida, o ano começou tão bem que até dá medo.
As coisas imaginadas se realizaram, as mudanças foram todas positivas..
Talvez seja um pouco tarde pra se falar em resoluções de fim de ano, mas acho que o que tem feito esse ano bom é que não houveram resoluções.

Não comecei um ano presa a coisas do tipo: "vou melhorar minhas notas", "vou emagrecer 10 kg" ou "vou arranjar um namorado" (depressivo quem coloca relacionamentos em resoluções, mas enfiim..), simplesmente me submeti a mudanças internas e que não foram estabelecidas no estourar dos fogos a meia-noite. Mudanças que não se aprendem em livros de auto-ajuda e coisas do genero, e sim aquelas que se tornaram necessárias se eu não quisesse me ver uma frustrada que não esquece o passado e vive de coisas que não vivem de mim (leia-se, pessoas que eu sempre critiquei).

Deixei as coisas acontecerem e me livrei de tudo aquilo que eu priorizei antes de mim mesma, porque eu percebi que eu não posso me submeter a coisas e pessoas que façam eu esquecer de mim.

O melhor de todos os acontecimentos foi poder me livrar do ressentimento que eu tinha, pode parecer até exagero, mas a magoa pesa, e mágoa de 11 anos pesa demais. Eu ouvi a verdade dela, ela ouviu a minha. Eu desculpei e pedi desculpa. E o meu travesseiro tem agradecido...
E eu não perco mais meu precioso tempo discutindo ou demonstrando o quanto algumas coisas me atingem, tem gente que chama isso de conformismo, outras de idiotisse e sangue de barata, mas eu chamo de "tenho mais o que fazer".
Porque eu vi que nenhuma briga me acrescentou e que quando demonstro o quanto certas pessoas tem dominio sobre mim, elas sempre se fazem disso e eu não me permito mais ser step de ninguém.

Talvez minha resolução inconsciente tenha sido amor-próprio.
E se foi, tá cumprido.

Check. :D