
Esse cheiro de banho e colônia de bebê que você usa, conscientemene, para despertar em mim insitintos maternais que estiveram sempre ocultos, até você aparecer. Esse cheiro de promessas nas quais eu quero acreditar e de falhas que eu não quero recordar, cheiro de um amor de verão que eu quero que suba a serra. Cheiro de revelações da sua vida e do silêncio da minha que sei lhe frustrar.
Cheiro de medo de envolvimento já se envolvendo demais, cheiro de dias que ainda virão, mas que eu já espero.
Nada me pertuba. Nem as esperanças, nem os medos, nem as promessas veladas, tampoucos as consequencias. Só esse cheiro que co-habita todas as suas coisas e que agora, impregnado em mim, me faz crer que já sou uma delas.

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