6 de dezembro de 2010

Inintitulável.

É como se eu já tivesse a certeza que, a partir da hora em que eu entrar naquele maldito avião, vou sentir a tua falta a todo segundo em qualquer besteira que eu faça. Que eu vou desejar a tua presença como um ultimo desejo e não tê-la vai doer de um jeito inimaginável. Que a tua ausência fará mais do que silêncio. Fará frio e escuro em todo lugar. Que vou sentir saudade do teu abraço de um jeito insuprível. Que vou usar sua camisa enquanto ela trouxer teu cheiro e lembranças de conchinha. Que vou te imaginar me beijando e rindo toda vez em que eu discutir algo sério com o papai ao telefone. Que vou estranhar meu corpo sem marcas de mordida. Que vou chorar quando lembrar de algo que me fez rir do teu lado. Que vou lamentar por todas as vezes em que eu quis te dizer tanta coisa, mas não consegui. Que todo pão me lembrará de um tal comedor de comedoras de pão. Que toda música de amor me lembrará o nosso. Que ainda vou te esperar todas as noites e talvez pegue 7 reais e tente ir de taxi pra Silvério Sirotheau.
Porque sei que vou levar tanto de ti que isso me fará te encontrar diariamente em todas as pequenas coisas que um dia nos tornaram perfeitos.

E sei que, mesmo desejando que todos os dias do ano sejam 23 de outubro, enquanto estiveres longe, todos amanhecerão 31 de dezembro.

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