A gente sempre sai de um relacionamento achando que jamais amará mais ou igual, sequer será amada do jeito que só aquela pessoa fazia.
Mas o melhor da vida é ser surpreendida por pessoas especiais. Que nos fazem sentir de novo coisas que nem lembrávamos mais a sensação.
Eu amo meu principezinho e o buraco que hoje ele deixa na minha vida é inimaginável.
E eu vi que é mais fácil partir do que ficar.
Um dia, eu parti. E hoje sou eu quem fica.
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25 de junho de 2011
1 de janeiro de 2011
Nádia in Wonderland
Acordei com a bizarra sensação de que tudo que aconteceu foi um sonho. Desses que você acorda frustrada e tenta voltar inutilmente pra ele. Sem sucesso.
Nem Alice viveu metade das loucuras dos meus últimos dois meses, mas de alguma forma eu tinha a impressão de que tudo sempre valia a pena, porque o meu analgésico sempre vinha à noite. Mas agora, o que vai compensar meus dias ruins?
Será que dá pra reaprender a andar sozinha e a me bastar, como eu sempre fiz?
Brincar de casinha nessa última semana não facilitou as coisas em nada. Não quando a gente sabia tão bem que tudo isso terminaria logo e que, um dia, eu ter sido sua rotina deixaria um buraco na minha vida que só você compensa.
E em um pouco mais de 24 horas, eu já estou cansada de chorar em sapos, camisas de capuz, sopões, miojos, portões, quartos, banheiros, máquinas e tudo mais que te traga pra mim de alguma maneira, agradecendo a minha obstrução nasal que me impede de sentir teu cheiro em todas as minhas coisas e pedindo involuntariamente para que você apareça num passe de mágica na porta de casa me pedindo pra voltar.
Ao mesmo tempo que espero as suas ligações, sei o prejuízo que elas me trazem. Banhos de soda cáustica doeriam menos. E eu já desisti de tentar não sofrer sem nem ter tentado.
Nem Alice viveu metade das loucuras dos meus últimos dois meses, mas de alguma forma eu tinha a impressão de que tudo sempre valia a pena, porque o meu analgésico sempre vinha à noite. Mas agora, o que vai compensar meus dias ruins?
Será que dá pra reaprender a andar sozinha e a me bastar, como eu sempre fiz?
Brincar de casinha nessa última semana não facilitou as coisas em nada. Não quando a gente sabia tão bem que tudo isso terminaria logo e que, um dia, eu ter sido sua rotina deixaria um buraco na minha vida que só você compensa.
E em um pouco mais de 24 horas, eu já estou cansada de chorar em sapos, camisas de capuz, sopões, miojos, portões, quartos, banheiros, máquinas e tudo mais que te traga pra mim de alguma maneira, agradecendo a minha obstrução nasal que me impede de sentir teu cheiro em todas as minhas coisas e pedindo involuntariamente para que você apareça num passe de mágica na porta de casa me pedindo pra voltar.
Ao mesmo tempo que espero as suas ligações, sei o prejuízo que elas me trazem. Banhos de soda cáustica doeriam menos. E eu já desisti de tentar não sofrer sem nem ter tentado.
6 de dezembro de 2010
Inintitulável.
É como se eu já tivesse a certeza que, a partir da hora em que eu entrar naquele maldito avião, vou sentir a tua falta a todo segundo em qualquer besteira que eu faça. Que eu vou desejar a tua presença como um ultimo desejo e não tê-la vai doer de um jeito inimaginável. Que a tua ausência fará mais do que silêncio. Fará frio e escuro em todo lugar. Que vou sentir saudade do teu abraço de um jeito insuprível. Que vou usar sua camisa enquanto ela trouxer teu cheiro e lembranças de conchinha. Que vou te imaginar me beijando e rindo toda vez em que eu discutir algo sério com o papai ao telefone. Que vou estranhar meu corpo sem marcas de mordida. Que vou chorar quando lembrar de algo que me fez rir do teu lado. Que vou lamentar por todas as vezes em que eu quis te dizer tanta coisa, mas não consegui. Que todo pão me lembrará de um tal comedor de comedoras de pão. Que toda música de amor me lembrará o nosso. Que ainda vou te esperar todas as noites e talvez pegue 7 reais e tente ir de taxi pra Silvério Sirotheau.
Porque sei que vou levar tanto de ti que isso me fará te encontrar diariamente em todas as pequenas coisas que um dia nos tornaram perfeitos.
E sei que, mesmo desejando que todos os dias do ano sejam 23 de outubro, enquanto estiveres longe, todos amanhecerão 31 de dezembro.
Porque sei que vou levar tanto de ti que isso me fará te encontrar diariamente em todas as pequenas coisas que um dia nos tornaram perfeitos.
E sei que, mesmo desejando que todos os dias do ano sejam 23 de outubro, enquanto estiveres longe, todos amanhecerão 31 de dezembro.
10 de setembro de 2010
O anjo mais velho
Ô, meu avôzinho, que me fazia companhia pro que quer que fosse; aquele que me chamava no fim da tarde pra assistir Chaves, Chapolin e pegadinhas; aquele de quem eu tinha felicidade em cuidar, fazer as unhas e brincar de salão; aquele que todos os dias, religiosamente, me trazia pipoca doce, o que me dava a certeza de que se lembrava de mim, não importava onde fosse; aquele que sempre sorria e fazia piada das voltas que o mundo dá, ainda que a vida tivesse sendo cruel.
Foste tirado de mim, quando eu menos esperei, naquela tarde em que por mau administração do tempo, te dei um atípico tchau de longe, sem jamais imaginar que seria o último...
Desculpa, se não posso ouvir seu nome ou falar sobre você sem chorar. Mas falar de você é lembrar que não foste comprar pão ou beber com os amigos, e que sua viagem foi pra sempre.
Vou te amar pra sempre. Enquanto eu respirar.
Foste tirado de mim, quando eu menos esperei, naquela tarde em que por mau administração do tempo, te dei um atípico tchau de longe, sem jamais imaginar que seria o último...
Desculpa, se não posso ouvir seu nome ou falar sobre você sem chorar. Mas falar de você é lembrar que não foste comprar pão ou beber com os amigos, e que sua viagem foi pra sempre.
Vou te amar pra sempre. Enquanto eu respirar.
2 de março de 2010
Nostalgia
Por que conforme o tempo vai passando, a intensidade das coisas boas diminuem e as preocupações com besteiras aumentam?
Lembra como era legal quando a gente era criança e corria na chuva(dane-se a gripe que pode te impedir de assistir aquela palestra que vale ponto), andava descalço, morria de amores (não aqueles amores que quase levam ao óbito mesmo!), quando a gente passava sabonete no chão e deslizava, brigava e fazia as pazes no mesmo dia (sem mágoas), ria de qualquer besteira sem ser taxado se retardado, ficava uma semana sem dormir quando o natal tava chegando (apesar de eu ser judia) e besteiras desse tipo que faziam a gente tão feliz...
Não que eu tenha que dar saltinhos quando eu ver aquele menino passar a duzentos metros de distância, tampouco dar gritinhos histéricos e bater palmas que nem uma foca quando o menino do "meu primeiro amor" dá aquele selinho xoxíssimo na menina.
O que eu falo de intensidade são as pequenas coisas que faziam a gente tão feliz e que eram enfatizadas ao ultimo grau e que agora a gente não dá a mínima importancia.
Não seria por isso que hoje em dia a gente tenha que fazer as maiores loucuras (essa palavra me traz lembraaaaaanças..) pra se sentir feliz e algumas pessoas simplesmente nem assim se sentem felizes?
Eu dou valor pras coisas simples.
E sou feliz demaaaais!
Lembra como era legal quando a gente era criança e corria na chuva(dane-se a gripe que pode te impedir de assistir aquela palestra que vale ponto), andava descalço, morria de amores (não aqueles amores que quase levam ao óbito mesmo!), quando a gente passava sabonete no chão e deslizava, brigava e fazia as pazes no mesmo dia (sem mágoas), ria de qualquer besteira sem ser taxado se retardado, ficava uma semana sem dormir quando o natal tava chegando (apesar de eu ser judia) e besteiras desse tipo que faziam a gente tão feliz...
Não que eu tenha que dar saltinhos quando eu ver aquele menino passar a duzentos metros de distância, tampouco dar gritinhos histéricos e bater palmas que nem uma foca quando o menino do "meu primeiro amor" dá aquele selinho xoxíssimo na menina.
O que eu falo de intensidade são as pequenas coisas que faziam a gente tão feliz e que eram enfatizadas ao ultimo grau e que agora a gente não dá a mínima importancia.
Não seria por isso que hoje em dia a gente tenha que fazer as maiores loucuras (essa palavra me traz lembraaaaaanças..) pra se sentir feliz e algumas pessoas simplesmente nem assim se sentem felizes?
Eu dou valor pras coisas simples.
E sou feliz demaaaais!
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