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25 de junho de 2010

"Nada é concidência,

Tudo tá escrito".


Você acredita em coincidências?
Acha que certas coisas que acontecem, se devem ao acaso?
Já questionou situações e depois percebeu que as coisas tinham que ter acontecidos da forma que ocorreram, no dia que ocorreram, com os mesmos efeitos e que se tivesse mudado uma vírgula da história, hoje tudo seria diferente?
Eu vejo tantas coisas idiotas que me levaram tão longe, momentos de tédio, coisas que eu adiei, tristezas que passei e até pessoas irrelevantes me levaram a coisas boas ou a pessoas relevantes.

Nada pode ser coincidencia.
Já tá tudo predestinado e gente tá aqui só vivendo uma história cujo fim já tá escrito.

Espero que meu final seja feliz.

16 de maio de 2010

Rotina.

Por que comumente as coisas empolgantes logo perdem a graça?
Será que porque somos incapazes de gostar do que é rotineiro, do que é constante, do que, em outras palavras, é obvio?
Talvez.

Quem sabe eu seja incapaz de gostar de ter a mesma coisa, todos os dias, o dia todo.
Quem sabe algo/alguém venha pra me fazer mudar de idéia.

Ou não.

11 de março de 2010

Terminofobia.

Por que términos são sempre tristes?

Por que é sempre tão dificil se desfazer até do que a gente sabe que não acrescenta em nada e mesmo do que detestamos?
Será verdade que amamos odiar as coisas?
Ai, o fim.. O fim das férias (por mais amor que se tenha pelo que faz), o fim de um filme, o fim de uma fase (por mais que se tenha sofrido), o fim de uma amizade (e ficam as lembranças), o fim da festa, o fim de um dia perfeito (talvez tenha sido assim que nando reis disse que trocaria a eternidade por uma noite).

Qual o misterioso drama do final?
Talvez porque toda vez que alguma coisa chega ao fim nos dê a clara demonstração que nada vai durar pra sempre, nem a própria vida, nem as coisas boas, nem as ruins. E uma hora ou outra, tudo vai virar passado no futuro (já dizia o Forfun).
O pra sempre sempre acaba?

Será o medo do que vem depois do fim? medo de que as coisas jamais sejam de novo como foram um dia?

Eu senti falta dos abraços que perdi, dos risos que cessaram, dos amigos que foram, dos amores tóxicos que mandei à merda, das melhores férias da vida e todos os outros fins.

Procuro sempre acreditar que os fins são meios pra algo melhor.

Eu li que a vida é feita de jornadas findas.
Quem escreveu isso sabia bem o que tava falando.

10 de março de 2010

O tipo certo de cara errado (?)

Eu poderia dizer que eu to apaixonada. Mas se eu admitisse eu teria que conviver com isso..
E eu? apaixonada? de novo? NÃÃÃÃO..

Deve ser essa minha pretensão de mudar o mundo e as pessoas. Logo quando vejo alguém obviamente errado, quero transformar em certo, o que, mais obvio ainda, nunca funciona.
Porque por mais que meus pés vivam bem presos no chão, eu quero acreditar que um principe vai aparecer na minha porta com um sapato 39/40 na mão? Eu quero acreditar nisso mesmo? o.o

Porque é incrivel o quanto defeitos me atraem? Idiotisse é afrodisiaco?

Essa atração (não é amor!não é amor! não é amor! não é amor!) é por alguém mais baixo que eu, que bebe um dia sim e o outro também, é galinha e tentou (sem sucesso), de todas as formas, me levar pra cama (castidade é a ultima tendencia).

Mas é dificil só pensar em defeitos quando também existem virtudes.
É dificil não pensar nos beijos longos, nas mãos dadas, em tomar café com ele, em jogar fora tudo o que pensavam da gente (e em como a gente ria de tudo isso), na sinceridade. Não dá pra não pensar no fato dos silencios nunca serem constrangedores e que todas as demais coisas vergonhosas deixavam de ser. E nas falas que pareciam ensaiadas de um filme antigo e da fuga de moto sem capacete. Penso também nas crises de riso e quando ele suspirava e lamentava tá se apaixonando (quaaase acreditei).

Amor de praia não sobe serra?


Será que ele vai ser meu Mr. Big que eu vou ver um vez no ano e os 364 dias que restam se passarão sem ligações, sem promessas (sem amor?)enquanto a gente se distrai com outros errados? ou será que ele vai viver assim e eu vou passar o ano esperando pelo mísero tal dia? é, eu acho que não.

Morrer de amor e contos de fadas nunca fizeram o meu gênero.

2 de março de 2010

Nostalgia

Por que conforme o tempo vai passando, a intensidade das coisas boas diminuem e as preocupações com besteiras aumentam?

Lembra como era legal quando a gente era criança e corria na chuva(dane-se a gripe que pode te impedir de assistir aquela palestra que vale ponto), andava descalço, morria de amores (não aqueles amores que quase levam ao óbito mesmo!), quando a gente passava sabonete no chão e deslizava, brigava e fazia as pazes no mesmo dia (sem mágoas), ria de qualquer besteira sem ser taxado se retardado, ficava uma semana sem dormir quando o natal tava chegando (apesar de eu ser judia) e besteiras desse tipo que faziam a gente tão feliz...

Não que eu tenha que dar saltinhos quando eu ver aquele menino passar a duzentos metros de distância, tampouco dar gritinhos histéricos e bater palmas que nem uma foca quando o menino do "meu primeiro amor" dá aquele selinho xoxíssimo na menina.
O que eu falo de intensidade são as pequenas coisas que faziam a gente tão feliz e que eram enfatizadas ao ultimo grau e que agora a gente não dá a mínima importancia.

Não seria por isso que hoje em dia a gente tenha que fazer as maiores loucuras (essa palavra me traz lembraaaaaanças..) pra se sentir feliz e algumas pessoas simplesmente nem assim se sentem felizes?

Eu dou valor pras coisas simples.
E sou feliz demaaaais!