Acordei com a bizarra sensação de que tudo que aconteceu foi um sonho. Desses que você acorda frustrada e tenta voltar inutilmente pra ele. Sem sucesso.
Nem Alice viveu metade das loucuras dos meus últimos dois meses, mas de alguma forma eu tinha a impressão de que tudo sempre valia a pena, porque o meu analgésico sempre vinha à noite. Mas agora, o que vai compensar meus dias ruins?
Será que dá pra reaprender a andar sozinha e a me bastar, como eu sempre fiz?
Brincar de casinha nessa última semana não facilitou as coisas em nada. Não quando a gente sabia tão bem que tudo isso terminaria logo e que, um dia, eu ter sido sua rotina deixaria um buraco na minha vida que só você compensa.
E em um pouco mais de 24 horas, eu já estou cansada de chorar em sapos, camisas de capuz, sopões, miojos, portões, quartos, banheiros, máquinas e tudo mais que te traga pra mim de alguma maneira, agradecendo a minha obstrução nasal que me impede de sentir teu cheiro em todas as minhas coisas e pedindo involuntariamente para que você apareça num passe de mágica na porta de casa me pedindo pra voltar.
Ao mesmo tempo que espero as suas ligações, sei o prejuízo que elas me trazem. Banhos de soda cáustica doeriam menos. E eu já desisti de tentar não sofrer sem nem ter tentado.
1 de janeiro de 2011
Nádia in Wonderland
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