E eu me reergo, e junto do chão cada pedaço daquilo que eu era, mas que fora impossibilitado de voltar a ser.
E, de repente, não importa nada: quantos dias se passem, quantos quilos se perca, quantos convites apareçam, quantas doses se beba. Você habita tudo. Ainda que sem licença pra isso.
Mesmo que em uma hora aleatória, eu tenha resolvido ir e continuar seguindo com cara de falsa satisfação, fingindo bem que eu não preciso de você. Isso, por algum motivo, lhe trouxe de volta.
Que ironia! Quando, apesar de não ser a minha real vontade, o que eu mais precisava era lhe ver correndo em direção oposta, para de alguma forma, eu ter a certeza de que você fora só mais um desvio da minha linha que, um dia, fora reta. Mas você prefere ficar aqui. Por amor ou por gosto sádico de me ver estagnada.
(ainda acredito na primeira opção, talvez idiotamente)
É sempre assim..
Quando eu me convenço de que minha vida está se refazendo, independente de "nós", você reaparece me mostrando que eu prometi que eu seria pra sempre sua. E eu tenho sido sua. Tão sua. Que, as vezes, até esqueço de me pertencer um pouco.
Maldita mania de cumprir minha palavra.
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