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18 de março de 2011

Feeling Good.

Eu to feliz!

E as pessoas, descrentes e em ironia, ficam me questionando se eu to feliz mesmo e me oferecendo consolo.

Queridos, consolo pra mim é outra coisa e pelo visto vocês que tão precisando..

Sabe um dos grandes problemas das pessoas? Elas acham que tens que fazer LUTO pelas coisas que terminam ou que tens que curtir um momento-revolta. Não só acham, esperam isso.

Todo mundo sabe que TUDO um dia acaba.. Por que se chocam tanto quando ele acontece? Vocês são um bando de iludidos em relação a duração das coisas, isso sim.

É muito mais fácil guardar o que foi bom e seguir fazendo trilha com tudo que foi ruim, sempre aberto a novas coisas boas que irão começar (e que por sua vez, também irão acabar) sem esse papo idiota de culpar o acaso, o destino ou outra pessoa.

Esse papo de gente ressentida de "errei com você", "quero ver você sofrer" e "você nunca vai conseguir me esquecer" são coisas que, pra infelicidade e decepção de muitos, NUNCA vão me ouvir dizer. Isso eu deixo pra quem tem auto-estima baixa e pra compositor de pagode.

Então, vão superar seus traumas, porque eu, como já disse, to feliz. Muito feliz, obrigada.

#FIKADIK. :*

15 de fevereiro de 2011

Swear

E eu me reergo, e junto do chão cada pedaço daquilo que eu era, mas que fora impossibilitado de voltar a ser.
E, de repente, não importa nada: quantos dias se passem, quantos quilos se perca, quantos convites apareçam, quantas doses se beba. Você habita tudo. Ainda que sem licença pra isso.

Mesmo que em uma hora aleatória, eu tenha resolvido ir e continuar seguindo com cara de falsa satisfação, fingindo bem que eu não preciso de você. Isso, por algum motivo, lhe trouxe de volta.
Que ironia! Quando, apesar de não ser a minha real vontade, o que eu mais precisava era lhe ver correndo em direção oposta, para de alguma forma, eu ter a certeza de que você fora só mais um desvio da minha linha que, um dia, fora reta. Mas você prefere ficar aqui. Por amor ou por gosto sádico de me ver estagnada.
(ainda acredito na primeira opção, talvez idiotamente)

É sempre assim..
Quando eu me convenço de que minha vida está se refazendo, independente de "nós", você reaparece me mostrando que eu prometi que eu seria pra sempre sua. E eu tenho sido sua. Tão sua. Que, as vezes, até esqueço de me pertencer um pouco.
Maldita mania de cumprir minha palavra.

6 de julho de 2010

Letters to nobody.

"Se o objetivo daquilo foi me fazer pensar em você, parabéns ! Nossa, conseguiste me neurar completamente na conversa de ontem e esgotar todas as certezas de não-envolvimento que eu tinha.
Eu realmente tinha que sair. Não conseguir descobrir se entendeste meu ponto de vista e estavas brincando ou se tavas falando sério me tratando daquele jeito devido ao fato de eu não ter me pendurado no telhado e gritado ao mundo que foi ótimo ter ficado contigo.
Como eu te disse, não sou de ficar falando aos céus as coisas que eu sinto, tampouco vou ficar lhe exaltando perante os outros, porque o que a gente teve só pertence a nós e a mais ninguém. Isso é defeito ? Eu acho muito melhor demonstrar pq as palavras mentem, mas os olhos são sinceros. Realmente sinto muito se não demonstrei o bastante para sua tamanha insegurança.
Só não tente reverter a história me colocando na posição de insensível, como se eu não ligasse pras coisas que você sente e pensa, o que obviamente não é verdade. Além de ser ridículo, te faz assumir a posição da mulher tepeêmica da relação e ela, teoricamente, deveria ser minha.

Passar bem!"



- Isso foi uma mensagem que não foi enviada. Ela certamente tá melhor nos rascunhos.

15 de maio de 2010

Hands Clean.

Ai, minhas vontades que vêm do nada.




Vontade de correr na chuva torrencial sem pensar em nada; vontade de ver as pessoas que tanto me fazem falta; vontade de pegar um rumo sem volta com destino à lugar nenhum, de fugir prum lugar bem looonge, deitar na rede e tomar água de côco; vontade de esquecer de tudo que eu insisto em lembrar; vontade de comprar flores; vontade de fazer mais um milhão de novos amigos; quero abraços demorados e beijos infinitos; vontade de escalar montanhas e de pular de cima delas, não pra morrer, mas pra sentir aquele frio; vontade de andar pelada ouvindo música francesa; vontade de viajar o mundo em uma semana; vontade de fazer caminhos de migalhas de pão pra me acharem; vontade de andar de bicicleta em um caminho sem obstáculos; vontade de que tudo seja sempre perfeito como realmente é.

Tenho vontade de saber mais, me importar menos (se possivel) e continuar exatamente assim.
Por que por mais que eu sempre deixe de fazer algo a qual tenha vontade, eu nunca me senti tão bem dentro da minha própria pele.


Experimente se sentir assim.

(Mastercard não cobre. xD )

21 de março de 2010

PROFILE

Quem sou eu? Eu sou várias. E única.
Por que se limitar a ser só uma o tempo todo?

Sou um pouco de mim mesma e o resto se distribue entre tudo aquilo que me inspira. Sou um pouco Kate Moss, um pouco Paris Hilton, um pouco Maisa, um pouco Blair, um pouco Anita, um pouco Samantha Jones, um pouco Charlotte York, um pouco Effie e todos meus outros personagens encarnados.

Mas também sou um pouco Deyse, um pouco Thalyssa, um pouco Juliana, um pouco Elianne, um pouco de cada Jéssica, um pouco Aldy, um pouco Carol, um pouco Márlon, um pouco Flávia, um pouco Flávio, um pouco Diego, um pouco Calebe, um pouco Tamara, um pouco Lu, um pouco Gil, um pouco Rodrigo, um pouco ceci, um pouco Pablo. E todos os outros amigos e amores, por que ninguém entra na nossa vida sem deixar um pouco de si e levar um pouco de nós.

Sou um pouco minha mãe, um pouco meu pai, de leve minha irmã.
Posso ser a filha amada, a estagiária esforçada, a amiga dedicada ou a amante perfeita. Ou tudo isso. Ou nada disso.

Posso ser uma estranha ou conhecida. Uma amiga ou inimiga. Sua mãe ou sua filha. Ou posso simplesmente ser o seu amor. Ou não. Vai depender do dia, das condições climáticas, das fases da lua ou do meu humor.

Parei de me definir, de tentar determinar quem eu sou ou quem vou ser pra sempre.
Eu posso ser quem eu quiser! Gosto da ideía das possibilidades infinitas...

Tudo me acrescentou: os livros que li, os filmes que assisti, os amores que vivi (e os que morri), as amizades que conquistei, as coisas que ganhei e mais ainda as que eu perdi, as escolhas que fiz e as que fizeram por mim.

Tudo isso me fez ver que não basta ser uma e me tornaram a múltipla eu que sou.

Quem é a Nádia que você conhece?

10 de março de 2010

O tipo certo de cara errado (?)

Eu poderia dizer que eu to apaixonada. Mas se eu admitisse eu teria que conviver com isso..
E eu? apaixonada? de novo? NÃÃÃÃO..

Deve ser essa minha pretensão de mudar o mundo e as pessoas. Logo quando vejo alguém obviamente errado, quero transformar em certo, o que, mais obvio ainda, nunca funciona.
Porque por mais que meus pés vivam bem presos no chão, eu quero acreditar que um principe vai aparecer na minha porta com um sapato 39/40 na mão? Eu quero acreditar nisso mesmo? o.o

Porque é incrivel o quanto defeitos me atraem? Idiotisse é afrodisiaco?

Essa atração (não é amor!não é amor! não é amor! não é amor!) é por alguém mais baixo que eu, que bebe um dia sim e o outro também, é galinha e tentou (sem sucesso), de todas as formas, me levar pra cama (castidade é a ultima tendencia).

Mas é dificil só pensar em defeitos quando também existem virtudes.
É dificil não pensar nos beijos longos, nas mãos dadas, em tomar café com ele, em jogar fora tudo o que pensavam da gente (e em como a gente ria de tudo isso), na sinceridade. Não dá pra não pensar no fato dos silencios nunca serem constrangedores e que todas as demais coisas vergonhosas deixavam de ser. E nas falas que pareciam ensaiadas de um filme antigo e da fuga de moto sem capacete. Penso também nas crises de riso e quando ele suspirava e lamentava tá se apaixonando (quaaase acreditei).

Amor de praia não sobe serra?


Será que ele vai ser meu Mr. Big que eu vou ver um vez no ano e os 364 dias que restam se passarão sem ligações, sem promessas (sem amor?)enquanto a gente se distrai com outros errados? ou será que ele vai viver assim e eu vou passar o ano esperando pelo mísero tal dia? é, eu acho que não.

Morrer de amor e contos de fadas nunca fizeram o meu gênero.

24 de fevereiro de 2010

RESTART

Pela primeira vez na vida, o ano começou tão bem que até dá medo.
As coisas imaginadas se realizaram, as mudanças foram todas positivas..
Talvez seja um pouco tarde pra se falar em resoluções de fim de ano, mas acho que o que tem feito esse ano bom é que não houveram resoluções.

Não comecei um ano presa a coisas do tipo: "vou melhorar minhas notas", "vou emagrecer 10 kg" ou "vou arranjar um namorado" (depressivo quem coloca relacionamentos em resoluções, mas enfiim..), simplesmente me submeti a mudanças internas e que não foram estabelecidas no estourar dos fogos a meia-noite. Mudanças que não se aprendem em livros de auto-ajuda e coisas do genero, e sim aquelas que se tornaram necessárias se eu não quisesse me ver uma frustrada que não esquece o passado e vive de coisas que não vivem de mim (leia-se, pessoas que eu sempre critiquei).

Deixei as coisas acontecerem e me livrei de tudo aquilo que eu priorizei antes de mim mesma, porque eu percebi que eu não posso me submeter a coisas e pessoas que façam eu esquecer de mim.

O melhor de todos os acontecimentos foi poder me livrar do ressentimento que eu tinha, pode parecer até exagero, mas a magoa pesa, e mágoa de 11 anos pesa demais. Eu ouvi a verdade dela, ela ouviu a minha. Eu desculpei e pedi desculpa. E o meu travesseiro tem agradecido...
E eu não perco mais meu precioso tempo discutindo ou demonstrando o quanto algumas coisas me atingem, tem gente que chama isso de conformismo, outras de idiotisse e sangue de barata, mas eu chamo de "tenho mais o que fazer".
Porque eu vi que nenhuma briga me acrescentou e que quando demonstro o quanto certas pessoas tem dominio sobre mim, elas sempre se fazem disso e eu não me permito mais ser step de ninguém.

Talvez minha resolução inconsciente tenha sido amor-próprio.
E se foi, tá cumprido.

Check. :D