15 de fevereiro de 2011

Swear

E eu me reergo, e junto do chão cada pedaço daquilo que eu era, mas que fora impossibilitado de voltar a ser.
E, de repente, não importa nada: quantos dias se passem, quantos quilos se perca, quantos convites apareçam, quantas doses se beba. Você habita tudo. Ainda que sem licença pra isso.

Mesmo que em uma hora aleatória, eu tenha resolvido ir e continuar seguindo com cara de falsa satisfação, fingindo bem que eu não preciso de você. Isso, por algum motivo, lhe trouxe de volta.
Que ironia! Quando, apesar de não ser a minha real vontade, o que eu mais precisava era lhe ver correndo em direção oposta, para de alguma forma, eu ter a certeza de que você fora só mais um desvio da minha linha que, um dia, fora reta. Mas você prefere ficar aqui. Por amor ou por gosto sádico de me ver estagnada.
(ainda acredito na primeira opção, talvez idiotamente)

É sempre assim..
Quando eu me convenço de que minha vida está se refazendo, independente de "nós", você reaparece me mostrando que eu prometi que eu seria pra sempre sua. E eu tenho sido sua. Tão sua. Que, as vezes, até esqueço de me pertencer um pouco.
Maldita mania de cumprir minha palavra.

3 de fevereiro de 2011

The End

Eu preferi ficar noites sem dormir, perder o apetite, perder a alegria e chorar com qualquer lembrança que surgisse a pensar em te substituir, até porque não encontraria alguém que o fizesse enquanto sentisse o que ainda sinto (infelizmente!). Mas você encontrou.. mesmo não sendo alta, nem loira, sem ter meu humor, ou sem qualquer outra que eu tenha que fez a gente ficar juntos, ela de alguma forma me compensou.

E ai de que adiantou eu me tornar especial ou peculiar? De que valeu eu ter sido a primeira em alguns aspectos e por um tempo ter sido única pra ti se qualquer uma caberia no espaço que eu viria a deixar? Que bosta de mérito é esse que compensava as coisas que eu passei? Para, no fim, tudo terminar assim. Por falta de consideração e respeito pela nossa história.

Não quero palavras..
O que é um "te amo" pra quem mudou todos os planos por um dia teres dito que ia lutar por nós? Pra quem planejava sair de casa.. Ouvir teus perdões já não fazem meus dias, nem pagam as minhas noites.

Não duvidei nunca do que tivemos, nem do que sentias enquanto estivemos juntos. Mas foi você quem disse que iriamos ter que ser fortes e que queria tentar, que nosso amor faria milagres, que ficariamos juntos se lutassemos. E eu tava mais de um mês lutando só.

Não, não fazes idéia.
Quantas já passaram pela tua vida? Mas não foste meu único por acaso.
Eu, por alguma razão, te escolhi. Apostei em ti. Ignorei o que tantas pessoas tentaram me falar. Aguentei coisas que só eu sei. Porque eu achei que seria diferente. Mas existem coisas e pessoas que não mudam.

Eu nunca te enchi de palavras bonitas e frases de impacto. Talvez não tenha dito o que querias ouvir. Palavras são só palavras. E você sabe que já não restam motivos pra eu acreditar nelas.

Nada mais mantem a gente, se não tem respeito, pra mim não sobra nada. Então pode ir..

Essa é mais uma de nossas despedidas, saiba que foi a mais injusta e a pior delas. Mas será a última e se fará até o fim, pra eu nunca mais me despedir de novo.

1 de janeiro de 2011

Nádia in Wonderland

Acordei com a bizarra sensação de que tudo que aconteceu foi um sonho. Desses que você acorda frustrada e tenta voltar inutilmente pra ele. Sem sucesso.
Nem Alice viveu metade das loucuras dos meus últimos dois meses, mas de alguma forma eu tinha a impressão de que tudo sempre valia a pena, porque o meu analgésico sempre vinha à noite. Mas agora, o que vai compensar meus dias ruins?
Será que dá pra reaprender a andar sozinha e a me bastar, como eu sempre fiz?

Brincar de casinha nessa última semana não facilitou as coisas em nada. Não quando a gente sabia tão bem que tudo isso terminaria logo e que, um dia, eu ter sido sua rotina deixaria um buraco na minha vida que só você compensa.
E em um pouco mais de 24 horas, eu já estou cansada de chorar em sapos, camisas de capuz, sopões, miojos, portões, quartos, banheiros, máquinas e tudo mais que te traga pra mim de alguma maneira, agradecendo a minha obstrução nasal que me impede de sentir teu cheiro em todas as minhas coisas e pedindo involuntariamente para que você apareça num passe de mágica na porta de casa me pedindo pra voltar.

Ao mesmo tempo que espero as suas ligações, sei o prejuízo que elas me trazem. Banhos de soda cáustica doeriam menos. E eu já desisti de tentar não sofrer sem nem ter tentado.

6 de dezembro de 2010

Inintitulável.

É como se eu já tivesse a certeza que, a partir da hora em que eu entrar naquele maldito avião, vou sentir a tua falta a todo segundo em qualquer besteira que eu faça. Que eu vou desejar a tua presença como um ultimo desejo e não tê-la vai doer de um jeito inimaginável. Que a tua ausência fará mais do que silêncio. Fará frio e escuro em todo lugar. Que vou sentir saudade do teu abraço de um jeito insuprível. Que vou usar sua camisa enquanto ela trouxer teu cheiro e lembranças de conchinha. Que vou te imaginar me beijando e rindo toda vez em que eu discutir algo sério com o papai ao telefone. Que vou estranhar meu corpo sem marcas de mordida. Que vou chorar quando lembrar de algo que me fez rir do teu lado. Que vou lamentar por todas as vezes em que eu quis te dizer tanta coisa, mas não consegui. Que todo pão me lembrará de um tal comedor de comedoras de pão. Que toda música de amor me lembrará o nosso. Que ainda vou te esperar todas as noites e talvez pegue 7 reais e tente ir de taxi pra Silvério Sirotheau.
Porque sei que vou levar tanto de ti que isso me fará te encontrar diariamente em todas as pequenas coisas que um dia nos tornaram perfeitos.

E sei que, mesmo desejando que todos os dias do ano sejam 23 de outubro, enquanto estiveres longe, todos amanhecerão 31 de dezembro.

14 de outubro de 2010

Tudo me divide.

Às vezes, eu me afasto.
Talvez por preguiça de superar a frieza que me acompanhou a vida toda, talvez por medo de que, um dia, eu venha a dizer que eu dei tudo de mim, mas que não valeu a pena.
(bati na madeira três vezes)


Ou pode ser o medo de que o nosso amor não resista aos defeitos que se vêem de perto, admitindo a possibilidade de que o amor tenha se acostumado à comodidade e à proteção que a distância dá. Medo de que eu tenha eu sonhado tanto, que tenha impossibilitado nosso encontro de atender às expectativas na medida do real.

Acho que ainda não sei lidar com o fato de que sábado que vem eu não vou dormir só, que eu não vou olhar para o celular esperando que toque "na janela lateral" e que não vou ter que pensar em você, com saudade, tentando imaginar o quer que você esteja fazendo sem mim.


Acredite, meu maior segredo é não ter mais mistérios que não tenha sido revelado por você.
E o meu segredo mais óbvio é que eu te amo de um jeito e proporção que ainda é um segredo pra mim. Mas você sabe.