10 de setembro de 2010

O anjo mais velho

Ô, meu avôzinho, que me fazia companhia pro que quer que fosse; aquele que me chamava no fim da tarde pra assistir Chaves, Chapolin e pegadinhas; aquele de quem eu tinha felicidade em cuidar, fazer as unhas e brincar de salão; aquele que todos os dias, religiosamente, me trazia pipoca doce, o que me dava a certeza de que se lembrava de mim, não importava onde fosse; aquele que sempre sorria e fazia piada das voltas que o mundo dá, ainda que a vida tivesse sendo cruel.

Foste tirado de mim, quando eu menos esperei, naquela tarde em que por mau administração do tempo, te dei um atípico tchau de longe, sem jamais imaginar que seria o último...

Desculpa, se não posso ouvir seu nome ou falar sobre você sem chorar. Mas falar de você é lembrar que não foste comprar pão ou beber com os amigos, e que sua viagem foi pra sempre.


Vou te amar pra sempre. Enquanto eu respirar.

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