6 de dezembro de 2010

Inintitulável.

É como se eu já tivesse a certeza que, a partir da hora em que eu entrar naquele maldito avião, vou sentir a tua falta a todo segundo em qualquer besteira que eu faça. Que eu vou desejar a tua presença como um ultimo desejo e não tê-la vai doer de um jeito inimaginável. Que a tua ausência fará mais do que silêncio. Fará frio e escuro em todo lugar. Que vou sentir saudade do teu abraço de um jeito insuprível. Que vou usar sua camisa enquanto ela trouxer teu cheiro e lembranças de conchinha. Que vou te imaginar me beijando e rindo toda vez em que eu discutir algo sério com o papai ao telefone. Que vou estranhar meu corpo sem marcas de mordida. Que vou chorar quando lembrar de algo que me fez rir do teu lado. Que vou lamentar por todas as vezes em que eu quis te dizer tanta coisa, mas não consegui. Que todo pão me lembrará de um tal comedor de comedoras de pão. Que toda música de amor me lembrará o nosso. Que ainda vou te esperar todas as noites e talvez pegue 7 reais e tente ir de taxi pra Silvério Sirotheau.
Porque sei que vou levar tanto de ti que isso me fará te encontrar diariamente em todas as pequenas coisas que um dia nos tornaram perfeitos.

E sei que, mesmo desejando que todos os dias do ano sejam 23 de outubro, enquanto estiveres longe, todos amanhecerão 31 de dezembro.

14 de outubro de 2010

Tudo me divide.

Às vezes, eu me afasto.
Talvez por preguiça de superar a frieza que me acompanhou a vida toda, talvez por medo de que, um dia, eu venha a dizer que eu dei tudo de mim, mas que não valeu a pena.
(bati na madeira três vezes)


Ou pode ser o medo de que o nosso amor não resista aos defeitos que se vêem de perto, admitindo a possibilidade de que o amor tenha se acostumado à comodidade e à proteção que a distância dá. Medo de que eu tenha eu sonhado tanto, que tenha impossibilitado nosso encontro de atender às expectativas na medida do real.

Acho que ainda não sei lidar com o fato de que sábado que vem eu não vou dormir só, que eu não vou olhar para o celular esperando que toque "na janela lateral" e que não vou ter que pensar em você, com saudade, tentando imaginar o quer que você esteja fazendo sem mim.


Acredite, meu maior segredo é não ter mais mistérios que não tenha sido revelado por você.
E o meu segredo mais óbvio é que eu te amo de um jeito e proporção que ainda é um segredo pra mim. Mas você sabe.

21 de setembro de 2010

Amor não é pra todo mundo,

Eu confesso, eu pensei em te deixar. Pensei em desistir. Pensei em jogar todo o amor pro ar, torcendo para que uma forte corrente de vento te levasse pra bem longe e devolvesse a minha paz. Aquela paz que, um dia, veio de ti, mas que agora tenho sentido falta.

Deve ser meu destino irônico. Eu que sempre fui tão pé no chão, ter que me jogar no escuro. Eu que sempre fui desconfiada, ter que confiar cegamente. Eu sempre busquei segurança, e agora, ter que me sentir insegura 24h do dia, todos os dias.





Fraqueza, orgulho ferido? Eu ainda não conheço o nome disso, mas dói. Muito.
E me faz pensar um milhão de vezes em quanto eu te amo mais do que eu. E se tudo isso vale a pena. Tem que valer. Deve ter alguma recompensa muito boa, como o baú de ouro no fim do arco-íris, que compense tudo. Tudo o que eu e meu travesseiro sabemos.

Desculpa, não é que meu amor seja pequeno (e você nem imagina o quanto é imenso). Meu orgulho é grande, minha insegurança é grande e quantidade de pessoas capazes de me encher de dúvidas são exorbitantes. Chego a me sentir mal por você confiar tanto em mim e eu não ser capaz de fazer isso plenamente por ti.

Se eu não te amasse, acredite! Eu não estaria cheia de dúvidas, não sofreria com isso. E nem sequer estaria postando sobre ti.
Falaria de festas, do meu ego, da previsão do tempo ou de sapatos, que, diferente de tudo isso que eu to passando, eu sei exatamente onde eles me machucam.

Não quero desistir.
Ainda acredito em nós e que podemos ser feliz em qualquer lugar.




O AMOR é pra mim... ♥

11 de setembro de 2010

Amor é Fearless

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou

William Shakespeare