14 de outubro de 2010

Tudo me divide.

Às vezes, eu me afasto.
Talvez por preguiça de superar a frieza que me acompanhou a vida toda, talvez por medo de que, um dia, eu venha a dizer que eu dei tudo de mim, mas que não valeu a pena.
(bati na madeira três vezes)


Ou pode ser o medo de que o nosso amor não resista aos defeitos que se vêem de perto, admitindo a possibilidade de que o amor tenha se acostumado à comodidade e à proteção que a distância dá. Medo de que eu tenha eu sonhado tanto, que tenha impossibilitado nosso encontro de atender às expectativas na medida do real.

Acho que ainda não sei lidar com o fato de que sábado que vem eu não vou dormir só, que eu não vou olhar para o celular esperando que toque "na janela lateral" e que não vou ter que pensar em você, com saudade, tentando imaginar o quer que você esteja fazendo sem mim.


Acredite, meu maior segredo é não ter mais mistérios que não tenha sido revelado por você.
E o meu segredo mais óbvio é que eu te amo de um jeito e proporção que ainda é um segredo pra mim. Mas você sabe.